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Problemas Ergonômicos

Além dos quadros de saúde vocal e mental, outro grande motivo de adoecimento dos Professores, são os Problemas Ergonômicos, de ordem músculo-esqueléticas. As LER (lesões por esforços repetitivos) e DORT (distúrbios osteomoleculares relacionados ao trabalho), ligados aos problemas de postura, estresse e trabalho excessivo, podem ser caracterizados por: tendinite, bursite e outras doenças do gênero.

É bom lembrar, que os distúrbios psíquicos influenciam também na estrutura física.

O trabalho por tempo prolongado, em pé, gera sobrecarga na coluna e fadiga na musculatura. Mesmo sentado em seu escritório/sala para preparar as aulas, o uso inadequado do computador na Escola (falta de apoio para os punhos, monitor não ao nível da vista, cadeira sem regulagem de altura, reflexo, etc.), pode causar problemas de natureza ergonômica.

Problemas Ergonômicos - Cerest de Ilha SolteiraO trabalho do Professor também é caracterizado pela correção de centenas de provas e trabalhos escolares. Não é raro vê-lo pelos corredores, carregado de livros e papéis. É aconselhável que ele conduza esse material escolar em mochilas e não nas mãos e braços, para evitar problemas na coluna vertebral.

Outro problema de má postura em sala de aula, é o hábito de escrever no quadro em ângulo superior a 90 graus. Neste caso, pode-se usar um quadro móvel ou uma plataforma de madeira para elevar o Professor. Em vez de escrever no quadro todo o conteúdo da aula, ditar ou fornecer um resumo impresso da matéria aos alunos, pode ser uma alternativa menos desgastante. O uso de material de apoio como retroprojetor, datashow e vídeo, também são indicados.

Parte desses problemas ergonômicos seriam resolvidos, através de um ou mais dos seguintes procedimentos:

  1. exercícios físicos, alongamentos e relaxamentos;
  2. ginástica laboral;
  3. sessões de massagem;

Doenças relacionadas à Ergonomia

Lordose lombar, varizes, LER/DORT (escolioses e problemas nas articulações do cotovelo e das mãos), inchaços dos ombros e bursite; síndrome do túnel do carpo. E outras.

Prevenção na rotina de trabalho

A doutora em fisioterapia e ergonomia e coordenadora do Grupo Técnico de Lesões Músculo-Esqueléticas da Abergo (Associação Brasileira de Ergonomia), Rosimeire Simprine Padula, preparou um guia com algumas ações preventivas que podem ser seguidas pelos Professores durante sua rotina de trabalho. Fique atento a estas orientações!

Prestar atenção e não ignorar os sintomas de dor ou desconforto na coluna, ombros, cotovelo e punho. Assim que eles surgirem é importante descobrir a causa. Ficar muito tempo em pé provoca dores nas pernas e pés, então reveze a postura em pé com a postura sentada e não fique apoiado sempre na mesma perna. Procure não permanecer períodos prolongados com o braço elevado, principalmente em posição superior a 90 graus, quando for escrever no quadro. Para diminuir o risco do surgimento de dores e desconfortos é preciso reorganizar a dinâmica das atividades de sala de aula. Controle o tempo de trabalho no microcomputador para preparação das aulas, faça intervalos para descansar; sempre tenha um ambiente de trabalho adequado (cadeira, mesa, altura do monitor, posição do teclado e mouse).

Cuidado com a quantidade de materiais que carrega durante o dia, procure deixar parte dele em seu armário ou distribuí-lo para transportá-lo. O diagnóstico precoce e as ações preventivas são fundamentais para o sucesso no tratamento e eliminação das causas do problema, fique atento. Hoje muitos profissionais, fisioterapeutas, médicos e especialistas em ergonomia podem buscar soluções para minimizar ou eliminar a causa do problema.

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